Manejo nutricional:
Ração: fornecer rações de boa qualidade de acordo com a possibilidade de manejo de cada local, cada criador terá que adaptar o seu local para ficar o mais próximo do ideal possível, sendo recomendado entre um e 3% do peso do animal de concentrados, divididos de duas a três refeições por dia. Cuidar para não fornecer grandes quantidades de uma única vez para evitar as cólicas, pois o estômago do eqüino é pequeno e não suporta grande aporte de alimentos de uma única vez.
É melhor fornecer menor quantidade do que a habitual se não vamos ter tempo de racionar duas ou três vezes no dia, do que sobrecarregarmos este estômago em uma única refeição.
Feno de alfafa: muito apreciado pelos cavalos, mas de custo muito elevado, se houver condições financeiras de ser fornecido usar na proporção de 1% do peso corporal.
Pasto verde: um eqüino normal consome em torno de 4 a 8 % do seu peso de gramíneas.
Sal mineral: muito importante no manejo de animais de serviço, pois quanto maior o trabalho maior a sudorese consequentemente maior a perda se sal.
O cloro e o sódio componentes do sal estão presentes em todos os líquidos corpóreos e a sua falta pode produzir fadiga mais facilmente e caibras. Um cavalo adulto ingere de 30 a 50g de sal por dia
Ferro: importante elemento na cura e prevenção de anemias
Aminoácidos essências: mistura de aminoácidos que colocarão em sua dieta os macro e microelementos que por ventura estejam em falta, repor em torno de 4% do volume total de grãos ingerido.
Manejo sanitário:
Controle de endoparasitas - vermifugar de 90 em 90 dias ou de acordo com as infestações, com princípios ativos diferentes para evitar que os parasitos criem resistência ao vermífugo.
Controle de protozoários – (nutaliose) – a cada seis meses para evitar a anemia causada por este parasito Controle de ectoparasitas –(carrapatos) – cuidar as infestações, pois são agentes espoliantes do organismo e transmissores de patologias.
Manejo diário:
Cuidar das ferraduras, limpar o casco por baixo sempre que for trabalhar com o animal , para não comprimir este e observar possíveis alterações em sua estrutura , como ferimentos , pedra e brocas
Escovar sempre que possível o animal a fim de limpar, retirar o pelo morto proporcionando uma melhor oxigenação para a pele e também através deste contato mais de perto poder avaliar possíveis alterações em sua saúde.
Avaliar suas condições dentárias, observando se não existe pontas, falhas, traumatismos enfim nada que possa estar prejudicando a sua alimentação.
Nesta parte o contato do tratador e ou proprietário com o animal é importante, pois somente conhecendo o animal no seu dia a dia é que podem reconhecer pequenas alterações em seu comportamento percebendo o início de uma patologia e prontamente contatando o médico veterinário de sua confiança.
Farmácia básica:
Álcool – 1litro Algodão – 1 rolo Seringas – 20ml (20) Agulhas- 40/12(20) Esparadrapo – 1 rolo Liga (atadura de crepe) – 5 de 14 cm Água oxigenada – i litro Pomadas antibióticas – 1 pote Pomadas antinflamatórias – i pote Spray ou pó larvicida e repelente – 1 Antibióticos –– cinco frascos Antinflamatórios corticosteróides –– cinco frascos Antinflamatórios não corticosteróides –– um frasco Antitérmicos –– um frasco Antiespasmódicos –- dois frascos Antihistamínicos –– 10 ampolas Laxantes –Dois frascos Termômetro
Problemas mais comuns: Ferimentos nos membros: Para ferimentos mais profundos: lavar bem com água corrente após com água oxigenada deixar agir por algum tempo, passar uma pomada antibiótica no local, colocar gaze e passar a atadura, aplicar antibiótico e antinflamatório injetáveis e comunicar o médico veterinário.
Se a ferida for apenas superficial lavar bem o local e somente passar um spray ou pó larvicida e repelente. Pisadura de lombo: Verificar as encilhas para ver se há nelas algo que possa estar machucando os animais.
Limpar bem o local e passar pomadas antibióticas e antinflamatórias Cólica: Geralmente nestes casos de animais a campo são cólicas espasmódicas que se resolvem simplesmente com o uso de antiespasmódicos, mas todo cuidado é pouco, pois se tivermos uma cólica por falta de movimentação e usarmos substâncias que irão diminuir ainda mais este movimento poderemos estar levando o nosso animal a óbito.
Temos que procurar manter este animal em movimento não permitindo que se deite, para que com isto os gases e demais substâncias que possam estar causando a cólica acomodem-se melhor a fim de serem expelidos.
Podemos aplicar antiespasmódicos se não nos restar alternativa e se não conseguimos contatar nosso veterinário.
Manqueira inespecíficas: Duchar o membro afetado por 15 minutos, se possível, identificar o local da dor aplicar pomada antinflamatória e aplicar antinflamatório não esteróide via parenteral.
Dr. Fabio Mendes Prates Consultoria eqüina 51-9191-1404 51-9702-5213 |